quinta-feira, 30 de julho de 2015

Nossa Senhora Auxiliadora é a vencedora do islamismo! Saiba como ela derrotou os invasores islâmicos na batalha de lepanto

Maria Auxiliadora aparece na batalha de Lepanto contra os islamitas, Paolo Veronese (1528 — 1588)

No 24 de maio comemora-se a festa de Nossa Senhora Auxilio dos Cristãos. 
A devoção foi largamente difundida por São João Bosco e começa pelos menos num milagre feito por Nossa Senhora numa hora em que os islâmicos, como também fazem hoje, ameaçavam tomar conta das nações cristãs da Europa.
Quando, no ano da Redenção de 1566, o Cardeal Ghislieri foi elevado ao trono pontifício com o nome de Pio V, a situação da Cristandade era angustiante.
Com efeito, fazia aproximadamente um século que os turcos avançavam sobre a Europa, por mar e através dos Bálcãs, no intuito insolente de sujeitar à lei do Corão as nações católicas, e, sobretudo de chegar até Roma, onde um de seus sultões queria entrar a cavalo na Basílica de São Pedro.
Em 1457 caíra Constantinopla. Transposto o Bósforo, os infiéis avançaram sobre as regiões balcânicas, subjugando a Albânia, a Macedônia, a Bósnia.
O ano de 1522 viu cair a fortaleza de Rhodes. Em 1524 o novo sultão Solimão II ocupava e tratava duramente Belgrado. Seis anos mais tarde, 300.000 otomanos chegaram às portas de Viena.
No litoral dalmático os turcos saqueavam e destruíam as cidades e as ilhas próximas à Grécia.
A Espanha engajava-se individualmente numa guerra contra a Tunísia e a Argélia, em 1541 as hostes do Crescente investiam novamente contra Viena. Em junho de 1552 tomavam elas parte
da Transilvânia.

São Pio V convida os príncipes a unirem suas forças

Batalha de Lepanto, pintura de Andries van Eertvelt

São Pio V era como um raio de luz da Idade Média a fulgurar sobre a Europa. Em dezembro de 1566, o Papa convidou as nações católicas a se unirem numa liga em defesa da Cristandade.
Em meados de maio de 1571, emergiu a boa nova: estava concluída a Santa Liga.
A aliança ajustada entre o Papa, o Rei da Espanha e a República de Veneza devia ser estável, ter caráter ofensivo e defensivo e dirigir-se não somente contra o sultão, mas também contra seus Estados tributários.
O Sumo Pontífice publicou um Jubileu geral, para atrair as bênçãos do Deus das batalhas sobre o exército cristão.
Tomou parte nas procissões rogatórias, que se realizaram ainda no mês de maio em Roma, e mandou cunhar uma medalha comemorativa.
Em 7 de outubro, na baía de Lepanto as esquadras se aproximaram. O vento mudara inesperadamente.
Os estandartes do Crucificado e da Virgem de Guadalupe investem contra as bandeiras vermelhas do Islã, marcadas com a meia-lua, estrelas e o nome de Alá. Foi a maior batalha naval que a História jamais registrara.

 

Uma Senhora de aspecto majestoso e ameaçador

Soube-se depois que, no fragor da batalha, os soldados de Islã tinham avistado acima dos mastros da esquadra católica uma Senhora, que os aterrava com seu aspecto majestoso e ameaçador.
Bem longe dali, no mesmo dia 7 de outubro o Papa aguardava ansioso notícias da esquadra católica. De repente, abriu uma janela e entrou em êxtase.
Logo depois voltou-se e disse: “Ide com Deus. Agora não é hora de negócios, mas sim de dar graças a Jesus Cristo, pois nossa esquadra acaba de vencer”. E dirigiu-se à sua capela.
As notícias do desfecho da batalha chegaram a Roma duas semanas depois.
A vitória foi por todos atribuída à intervenção da Virgem. O Santo Padre acrescentou à Ladainha Lauretana uma invocação que nascera pela “vox populi”, no momento da grande proeza: “Auxílio dos Cristãos”.
Na Espanha e na Itália começaram a surgir igrejas e capelas com a invocação de Nossa Senhora
da Vitória.
O senado veneziano pôs debaixo do quadro que representava a batalha a seguinte frase:
“Nem as tropas, nem as armas, nem os comandantes, mas a Virgem Maria do Rosário é que nos deu a vitória” — “Non virtus, non arma, non duces, sed Maria Rosarii victores nos fecit”.
Gênova e outras cidades mandaram pintar em suas portas a efígie da Virgem do Rosário, e algumas puseram em seu escudo a imagem de Maria Santíssima calcando aos pés a Lua Crescente.



segunda-feira, 20 de julho de 2015

A devoção mariana vem dos primeiros cristãos

O nosso carinho e respeito pela Mãe de Jesus e nossa Mãe, muitas vezes é causa de atrito e acusações infundadas contra nós, católicos. 
Mas será mesmo que honrar a Mãe de Jesus é realmente idolatria? Será que honrar a Mãe de Jesus é realmente adorar uma "falsa deusa".


Os católicos e Nossa Senhora

Bom, primeiramente não temos Maria Santíssima como uma deusa, e sim, como uma serva de Seu Filho Jesus Cristo. A temos como a primeira cristã, a temos como Nossa Mãe, como Jesus mesmo disse quando estava na cruz, conforme podemos ver no Evangelho segundo São João, capítulo 19, verísulos 25-26 "Mulher, eis aí teu filho. Filho, eis aí tua mãe" e também a temos como nossa poderosa intercessora junto a Jesus Cristo. O primeiro milagre público de Jesus, foi por intercessão de Maria como podemos ver no Evangelho segundo São João, capítulo 2, dos versículos 1-12 em que Jesus transforma água em vinho. Nessa passagem do Santo Evangelho, podemos ver que a vontade Dela, Maria é que as pessoas seguissem Seu Filho Jesus, conforme no capítulo 5 "Fazei o que ele vos disser".
Algumas pessoas difamam Nossa Senhora, alegando dizer que Ela é a rainha do céu mencionada no livro de Jeremias, capítulo 7, versículo 18 "Os filhos juntam lenha, os pais acendem o fogo e as mulheres sovam a massa para fazer tortas destinadas à rainha do céu, depois fazem libações a deuses estranhos, o que provoca a minha ira", contudo essa rainha mencionada nessa passagem é uma deusa assíria babilônica, chamada por alguns grupos da época de Astarote ou Astarte por outros. Acreditavam que essa rainha era a esposa de Baal. Nossa Senhora não é essa rainha! Maria era humana e israelita, portanto não há absolutamente nenhuma ligação entre as duas.
Maria é Nossa Mãe, é Nossa Senhora por conta de Jesus e não o contrário, Jesus não é Nosso Senhor por conta de Maria. Padre Paulo Ricardo faz uma comparação simples mas esclarecedora, ele diz que falar que Maria é mais que Cristo, ou mesmo que se equipare a Cristo é a mesma coisa que querer comparar a luz do sol e a luz da lua. Ora, a lua não tem luz, ela apenas reflete a luz do sol. Maria é a mesma coisa, Maria apenas reflete a Luz de Cristo!
Mas você pode estar pensando, mas não é Jesus Cristo o único mediador?! Com certeza, Jesus é o único mediador, mas fazemos parte do Corpo de Cristo, conforme vemos em I Coríntios 12, 12 "Porque, como o corpo é um todo tendo muitos membros, e todos os membros do corpo, embora muitos, formam um só corpo, assim também é Cristo". Jesus Cristo é a cabeça do Corpo, nós somos seus membros. Como ficaria um corpo só com a cabeça? Ou só com as pernas? Ou só com os pés? O Corpo de Cristo é completo e perfeito, Ele é a cabeça e nós, seus membros. 
Muitas vezes pedimos intercessão a tantas pessoas e por que não acreditar na intercessão de Maria, que esta na Glória de Deus?!
Maria foi a pessoa que esteve com Jesus em todo período da Sua vida, desde a concepção, nascimento, crescimento, ministério e morte. Imagine que você esteja procurando Jesus ainda criança, Maria estará lá, ou Jesus na adolescência, Maria estará lá, ou Jesus na cruz, Maria estará lá aos Pés da Cruz.
Maria esteve no nascimento da Igreja, em Pentecostes, conforme podemos ver no livro dos Atos dos Apóstolos, capítulo 1, versículo 14 diz "Todos eles perseveravam unanimemente na oração, juntamente com as mulheres, entre elas Maria, mãe de Jesus, e os irmãos dele". Quando medito o terceiro mistério gozoso do Santo Terço que é o batismo do Espírito Santo, eu imagino os Apóstolos ali, orando e sempre contanto com a intercessão de Maria, desde o início da Igreja. Pois eles sabiam da estreita ligação entre Maria e Jesus, sabiam também que Jesus estava vivo e certamente contavam com intercessão de Nossa Mãe.

Nossa Senhora na Bíblia

A Sagrada Escritura é repleta de passagens que fazem prefigurações a Nossa Senhora. Podemos citar algumas, como por exemplo em Gênesis, no primeiro livro da Bíblia, no capítulo 3, versículo 15 "Porei ódio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu ferirás o calcanhar”. Até pouco tempo atrás, eu ficava profundamente magoado e com raiva quando via alguém falar mal de Nossa Senhora, mas comecei a refletir as passagens bíblicas e essa me veio muito forte ao coração quando estava em oração, que haverá inimizade entre a descendência da serpente e da mulher e se estamos sendo difamados é por que estamos do lado certo. Hoje, procuro rezar por essas pessoas, que na grande maioria das vezes não tem culpa alguma de ter pensamentos dessa forma, pois foram doutrinadas para tanto. Podemos ver no capítulo 13 de Apocalipse, que não são exatamente essas pessoas que blasfemam, mas sim o inimigo conforme versículo 5 e 6 "Foi-lhe dada a faculdade de proferir arrogâncias e blasfêmias, e foi-lhe dado o poder de agir por quarenta e dois meses. Abriu, pois, a boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar o seu nome, o seu tabernáculo e os habitantes do céu".
No capítulo 12 de Apocalipse nos versículos de 1 ao 8 menciona a grande batalha entre o dragão e a mulher como podemos ver "Apareceu em seguida um grande sinal no céu: uma Mulher revestida do sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas. Estava grávida e gritava de dores, sentindo as angústias de dar à luz. Depois apareceu outro sinal no céu: um grande Dragão vermelho, com sete cabeças e dez chifres, e nas cabeças sete coroas. Varria com sua cauda uma terça parte das estrelas do céu, e as atirou à terra. Esse Dragão deteve-se diante da Mulher que estava para dar à luz, a fim de que, quando ela desse à luz, lhe devorasse o filho. Ela deu à luz um Filho, um menino, aquele que deve reger todas as nações pagãs com cetro de ferro. Mas seu Filho foi arrebatado para junto de Deus e do seu trono. A Mulher fugiu então para o deserto, onde Deus lhe tinha preparado um retiro para aí ser sustentada por mil duzentos e sessenta dias. Houve uma batalha no céu. Miguel e seus anjos tiveram de combater o Dragão. O Dragão e seus anjos travaram combate, mas não prevaleceram. E já não houve lugar no céu para eles". Essa passagem bíblica não deixa dúvidas nem mesmo para os que não têm fé, que essa mulher é Maria grávida de Jesus. Nitidamente narra, a fuga de Maria ainda grávida para o Egito, fugindo do rei Herodes.
Nossa Senhora é a rainha dos céus, como podemos ver na passagem do Evangelho segundo São Mateus, capítulo 20, versículos 20 ao 23 "Nisso aproximou-se a mãe dos filhos de Zebedeu com seus filhos e prostrou-se diante de Jesus para lhe fazer uma súplica. Perguntou-lhe ele: Que queres? Ela respondeu: Ordena que estes meus dois filhos se sentem no teu Reino, um à tua direita e outro à tua esquerda. Jesus disse: Não sabeis o que pedis. Podeis vós beber o cálice que eu devo beber? Sim, disseram-lhe. De fato, bebereis meu cálice. Quanto, porém, ao sentar-vos à minha direita ou à minha esquerda, isto não depende de mim vo-lo conceder. Esses lugares cabem àqueles aos quais meu Pai os reservou". Mas de quem será esse lugar que Jesus disse, vamos ver no livro de Salmos, capítulo 44, versículo 10 "Filhas de reis formam vosso cortejo; posta-se à vossa direita a rainha, ornada de ouro de Ofir" e no último versículo desse mesmo capítulo vai dizer "Celebrarei vosso nome através das gerações. E os povos vos louvarão eternamente". No Evangelho segundo São Lucas, capítulo 1, versículo 48 vai dizer claramente "porque olhou para sua pobre serva. Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações".
Maria é e sempre foi serva, Ela não "disputa" com Jesus como alguns pensam e dizem, o capítulo 1 de São Lucas há um lindo louvor a Deus, proferido por Maria do capítulo 46 ao 55:

"E Maria disse: Minha alma glorifica ao Senhor,
meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador,

porque olhou para sua pobre serva. Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações,  
porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo.
Sua misericórdia se estende, de geração em geração, sobre os que o temem.
Manifestou o poder do seu braço: desconcertou os corações dos soberbos.
Derrubou do trono os poderosos e exaltou os humildes.

Saciou de bens os indigentes e despediu de mãos vazias os ricos.

Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia,
conforme prometera a nossos pais, em favor de Abraão e sua posteridade, para sempre"

Nossa Senhora virgem perpétua

Maria era virgem, conforme podemos ver no livro do profeta Isaías, capítulo 7, versículo 14 "Por isso, o próprio Senhor vos dará um sinal: uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará Deus Conosco",  e em São Mateus, capítulo 1, versículo 18 "Eis como nasceu Jesus Cristo: Maria, sua mãe, estava desposada com José. Antes de coabitarem, aconteceu que ela concebeu por virtude do Espírito Santo".
Muitos dizem que Maria foi virgem apenas até o nascimento de Jesus e que depois do nascimento, Maria teve relações com José e mais filhos, pois alguns entendem que quando é mencionado a palavra "primogênito" entendem que haverão outros filhos, mas no livro de Zacarias, capítulo 12, versículo 10 vai dizer "Suscitarei sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém um espírito de boa vontade e de prece, e eles voltarão os seus olhos para mim. Farão lamentações sobre aquele que traspassaram, como se fosse um filho único; chorá-lo-ão amargamente como se chora um primogênito!"
A palavra "irmão" em hebraico é utilizada para designar parentesco para primos e sobrinhos e até mesmo, primos de segundo grau. Por exemplo, nas passagens bíblicas de São Mateus e São Marcos, em que Jesus chama Tiago, José, Judas e Simão de irmãos, na verdade eles são primos de Jesus. Jesus era neto de Joaquim e Ana, filho de Maria e Jacó era pai de São José e Cléofas. E Cléofas era pai de Tiago, José, Judas e Simão. Portanto Jesus não era irmão e sim primo. Até hoje a palavra "irmão" é usada com bastante frequência em algumas denominações cristãs, sendo que nem mesmo vínculo de parentesco há.

 

Nossa Senhora no Catecismo da Igreja Católica

A Igreja Católica tem três pilares de fé, a Tradição, o Magistério e a Palavra de Deus. Não temos apenas a Bíblia como única fonte de fé, até por que, a Bíblia surgiu da Igreja e não o contrário. Antes mesmo de haver Bíblia a Igreja já existia. A Bíblia terminou de ser escrita no ano 100 d. C., ou seja, já passado 100 anos de cristianismo. Não existia a Bíblia como conhecemos hoje, ela foi compilada pela Igreja Católica separando os livros inspirados por Deus e os livros apócrifos, ou seja, os livros que não eram de inspiração divina, que são utilizados apenas como fonte histórica.
Como a Bíblia foi compilada a luz da tradição apostólica, a Igreja recomenda que a interpretação seja também feita pela Igreja e não que seja interpretada de forma pessoal. A própria Palavra de Deus diz isso em 2 Pedro, capítulo 1, versículo 20 e 21 "Antes de tudo, sabei que nenhuma profecia da Escritura é de interpretação pessoal. Porque jamais uma profecia foi proferida por efeito de uma vontade humana. Homens inspirados pelo Espírito Santo falaram da parte de Deus" e no livro de São Paulo aos Efésios vai dizer no capítulo 3, versículo 10 "Assim, de ora em diante, as dominações e as potestades celestes podem conhecer, pela Igreja, a infinita diversidade da sabedoria divina"
Por isso a Igreja Católica Apostólica Romana proclama os dogmas. É proclamado um dogma quando não há clareza de fé, ou seja, os registros escritos deixam brecha para mais entendimentos. Nesses casos, o Magistério da Igreja, com toda a tradição de dois mil anos proclama o dogma. Assim são alguns dogmas de Nossa Senhora. O próprio conceito de "Trindade" que temos hoje e utilizado não somente por nós católicos, mas também por muitos protestantes é um dogma católico.
Com isso, a Igreja proclamou os dogmas de Nossa Senhora, que não eles:

Maternidade Divina

O anjo anunciou aos pastores o nascimento de Jesus como sendo o do Messias prometido a Israel: nasceu-vos hoje, na cidade de David, um salvador que é Cristo, Senhor (Lc 2, 11). Desde a origem, Ele é Aquele que o Pai consagrou e enviou ao mundo (Jo 10, 36), concebido como santo no seio virginal de Maria. José foi convidado por Deus a levar para sua casa Maria, sua esposa, grávida d'Aquele que nela foi gerado pelo poder do Espírito Santo (Mt 1, 20), para que Jesus, chamado Cristo, nascesse da esposa de José, na descendência messiânica de David (Mt 1, 16) (33). CIC 437

Com o Credo Niceno-Constantinopolitano, respondemos confessando: Por nós, homens, e para nossa salvação, desceu dos céus; e encarnou pelo Espírito Santo no seio da Virgem Maria e Se fez homem. CIC 456

A Anunciação a Maria inaugura a plenitude dos tempos (Gl 4, 4), isto é, o cumprimento das promessas e dos preparativos. Maria é convidada a conceber Aquele em quem habitará corporalmente toda a plenitude da Divindade (Cl 2, 9). A resposta divina ao seu como será isto, se Eu não conheço homem? (Lc 1, 34) é dada pelo poder do Espírito: O Espírito Santo virá sobre ti (Lc 1, 35).
A missão do Espírito Santo está sempre unida e ordenada à do Filho. O Espírito Santo, que é o Senhor que dá a Vida, é enviado para santificar o seio da Virgem Maria e para a fecundar pelo poder divino, fazendo-a conceber o Filho eterno do Pai, numa humanidade originada da sua.
Tendo sido concebido como homem no seio da Virgem Maria, o Filho único do Pai é Cristo, isto é, ungido pelo Espírito Santo, desde o princípio da sua existência humana, embora a sua manifestação só se venha a fazer progressivamente: aos pastores, aos magos, a João Baptista, aos discípulos. Toda a vida de Jesus Cristo manifestará, portanto, como Deus O ungiu com o Espírito Santo e o poder (Act 10, 38). CIC 484-486

Imaculada Conceição

Para vir a ser Mãe do Salvador, Maria foi adornada por Deus com dons dignos de uma tão grande missão. O anjo Gabriel, no momento da Anunciação, saúda-a como cheia de graça. Efectivamente, para poder dar o assentimento livre da sua fé ao anúncio da sua vocação, era necessário que Ela fosse totalmente movida pela graça de Deus. CIC 490

Os Padres da tradição oriental chamam ã Mãe de Deus a toda santa, celebram-na como imune de toda a mancha de pecado, visto que o próprio Espírito Santo a modelou e dela fez uma nova criatura. Pela graça de Deus, Maria manteve-se pura de todo o pecado pessoal ao longo de toda a vida. CIC 493

Maria é sempre virgem

O aprofundamento da fé na maternidade virginal levou a Igreja a confessar a virgindade real e perpétua de Maria, mesmo no parto do Filho de Deus feito homem. Com efeito, o nascimento de Cristo não diminuiu, antes consagrou a integridade virginal da sua Mãe. CIC 499

Maria é, ao mesmo tempo, virgem e mãe, porque é a figura e a mais perfeita realização da Igreja: Por sua vez, a Igreja, que contempla a sua santidade misteriosa e imita a sua caridade, cumprindo fielmente a vontade do Pai, torna-se também, ela própria, mãe, pela fiel recepção da Palavra de Deus: efectivamente, pela pregação e pelo Baptismo, gera, para uma vida nova e imortal, os filhos concebidos por acção do Espírito Santo e nascidos de Deus. E também ela é virgem, pois guarda fidelidade total e pura ao seu esposo. CIC 507

Assunção de Maria

Finalmente, a Virgem Imaculada, preservada imune de toda a mancha da culpa original, terminado o curso da vida terrena, foi elevada ao céu em corpo e alma e exaltada pelo Senhor como rainha, para assim se conformar mais plenamente com o seu Filho, Senhor dos senhores e vencedor do pecado e da morte. A Assunção da santíssima Virgem é uma singular participação na ressurreição do seu Filho e uma antecipação da ressurreição dos outros cristãos. CIC 966

A Paz!
Fernando Y. Kanizawa
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CARTAS À MÃE
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quinta-feira, 25 de junho de 2015

As 8 vantagens do Terço

Para nos animar ainda mais na prática desta devoção das grandes almas, São Luis Grignion afirma que o Rosário, recitado com a meditação dos Mistérios:

1) Eleva-nos insensivelmente ao conhecimento perfeito de Jesus Cristo;

2) Purifica as nossas almas do pecado;

3) Faz-nos vitoriosos contra todos os nossos inimigos;

4) Torna-nos fácil a prática das virtudes;

5) Abrasa-nos no amor de Jesus Cristo;

6) Enriquece-nos de graças e de méritos;

7) Fornece-nos com o que pagar todas as nossas dividas com Deus e com os homens;

8) Por fim, faz-nos obter de Deus toda especie de graças

Mas assegura, com o Beato Alano de la Roche, que o Rosário é  um manancial e depósito de toda espécie de bens:

“Os pecadores obtêm o perdão;
As almas sedentes saciam-se;
Os que choram encontram a alegria;
Os que são tentados, a tranquilidade;
Os pobres, socorridos;
Os religiosos, afervorados;
Os ignorantes, instruídos;
Os vivos vencem a vaidade, e as almas do purgatório encontram  alivio”. 

Fonte: Aleteia


terça-feira, 16 de junho de 2015

O poder da Ave Maria

 
Milhões dos católicos rezam frequentemente a Ave Maria. Alguns repetem-na depressa, nem mesmo pensando nas palavras que estão dizendo. 

Este artigo poderá ajudá-lo a recitá-la mais pensativamente. 

- Podem dar grande alegria à Mãe de Deus para se obter as graças que ela deseja.

- Uma Ave Maria bem rezada enche o coração de Nossa Senhora com alegria e  nos concede grandes graças. Uma Ave Maria bem recitada dá-nos mais graças que mil rezadas sem reflexão.

- A Ave Maria é como uma mina de ouro da qual nós podemos sempre extrair e nunca se esgota. É difícil rezar a Ave Maria? Tudo o que temos que fazer é saber seu valor e compreender seu significado.

- S. Jerônimo nos diz que “as verdades contidas no Ave Maria são tão sublimes, tão maravilhosas, que nenhum homem ou anjo poderiam compreendê-las inteiramente.”

- S. Tomás de Aquino, príncipe dos teólogos, “o mais sábio dos santos e o mais santo dos sábios", como Leo XIII o chamou, pregou o Ave Maria por 40 dias em Roma, enchendo os corações de êxtase.

- Pe. F. Suárez, o santo e erudito jesuita, declarou que ao morrer dispostamente daria todos os livros que escreveu, todas as obras de sua vida, pelo mérito de uma só Ave Maria rezada devotamente.

- S. Matilde, que amava muito Nossa Senhora, certo dia estava se esforçando
para compor uma bela oração em sua honra. Nossa Senhora apareceu-lhe, com as letras douradas em seu peito: “Ave Maria, cheia de graça.” Disse-lhe: “Desista, minha filha, de seu trabalho, pois nenhuma oração que talvez você pudesse compor dar-me-ia a alegria e o prazer da Ave Maria.”

- Um certo homem encontrou a alegria em orar lentamente a Ave Maria. A bendita Virgem em troca apareceu-lhe sorrindo e anunciando-lhe o dia e hora de sua morte, concedendo-lhe uma santa e feliz. Depois de sua morte, um lírio branco cresceu de sua boca e escrito em suas pétalas: “Ave Maria.”

- Cesário descreve um incidente similar. Um santo e humilde monge viveu no monastério. Sua mente e memória estavam tão fracas que ele somente podia repetir uma oração, que era a Ave Maria. Depois de sua morte uma árvore cresceu sobre sua sepultura e em todas suas folhas estava escrito: “Ave Maria”.

Estas belas histórias nos mostram quantas devoções há para Nossa Senhora, e o poder atribuído à Ave Maria rezada devotamente. Cada vez que dizemos a Ave Maria repetimos as mesmas palavras com que o arcanjo Gabriel saudou Maria no dia da Anunciação, quando ela se tornou a Mãe do Filho de Deus.
Muitas graças e alegrias encheram a alma de Maria naquele momento.

Quando oramos o Ave Maria ofertamos novamente essas graças e alegrias à Nossa Senhora e ela os aceita com imenso prazer. Em troca ela nos dá uma ação dessas alegrias.

Certa vez Nosso Senhor pediu a S. Francisco que lhe desse algo. O santo respondeu: "Querido Senhor, eu não posso lhe dar nada que eu já não lhe dei, todo meu amor".

Jesus sorriu e disse: "Francisco, dê-me tudo de novo e de novo e irá dar-me  o mesmo prazer".

Da mesma forma nossa querida Mãe aceita cada vez que oramos o Ave Maria e  recebe as alegrias e prazer que ela teve das palavras de S. Gabriel.

Deus Todo-poderoso deu a Sua Bendita Mãe toda a dignidade, grandeza e santidade necessária para torná-la perfeita para ser sua Mãe.

Mas Ele também lhe deu toda a doçura, amor, brandura e afeto necessário para  fazê-la também nossa querida Mãe. Maria é realmente nossa Mãe.

Assim como os filhos se dirigem às suas mães para pedir ajuda, da mesma forma deveríamos ir com a mesma confiança ilimitada a Maria.

S.Bernardo e muitos Santos disseram que nunca ouviram falar em qualquer tempo ou lugar que Maria se recusou a ouvir as orações de seus filhos na Terra.

Por que não percebemos estas consoladoras verdades? Por que recusar o amor e  consolação que a doce Mãe de Deus nos oferece?

É nossa lamentáve a nossa ignorância lamentável que nos priva desta ajuda e consolação.

Amar e confiar em Maria é ser feliz agora na Terra e depois feliz no céu.  O dr.Hugh Lammer foi um dedicado protestante, com forte ódio contra a Igreja Católica.  Um dia ele encontrou uma explicação da Ave Maria e começou a lê-la. Ele ficou tão encantado com ela que começou a rezá-la diariamente. Insensivelmente, toda a sua animosidade anti-católica começou a desaparecer. Ele se tornou um bom católico, um santo padre e um professor de Teologia Católica em Breslau.

Chamaram um sacerdote ao lado de cama de um homem que morria no desespero  por causa dos seus pecados. O homem recusava se confessar. Como um recurso último o sacerdote pediu-o a orar pelo menos a Ave Maria. Logo após, o pobre homem fez uma confissão sincera e morreu uma morte santa.

Na Inglaterra, perguntaram a um sacerdote da paróquia ver uma senhora protestante que estava gravemente doente, e que desejava se tornar católica.  Perguntado se alguma vez ela já tinha ido à Igreja Católica ou se ela tinha falado com católicos, ou se ela tinha lido livros Católicos, ela respondeu: "não". Tudo o que ela podia lembrar era que, uma amiga lhe ensinou o Ave Maria, o qual era rezava toda noite. Ela foi batizada e, antes de morrer, teve a
felicidade de ver seu marido e filhos batizados.

S. Gertrudes diz-nos no seu livro "Revelações" que quando nós agradecemos a Deus pelas as graças que Ele deu a qualquer Santo, tornamo-nos participantes daquelas determinadas graças.

Que graças então não temos quando oramos o Ave Maria agradecendo a Deus por todas as inexprimíveis graças que Ele deu a Sua Bendita Mãe?  

"Uma Ave Maria dita sem sensível fervor,mas com um puro desejo em um tempo de aridez, tem muito mais valor à minha vista do que um Rosário inteiro no meio das consolações". (Nossa Senhora a Ir. Benigna Consolata Ferrero)
 
 
 

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Padre Amorth: o caos na Igreja começará a partir do sínodo de outubro próximo

É muito estranho o Padre Gruner ter morrido logo a seguir ao encontro que teve com o Padre Amorth.

Neste encontro consta que o Padre Amorth lhe disse no início deste ano que dentro de oito meses teria início o caos na Igreja, precisamente a partir do próximo Sínodo de Outubro.

Padre Gabriel Amorth, um dos maiores exorcistas da atualidade.

 

Cronologia das Quatro encobrimento Campanhas:


Perseguição do Padre Gruner

Um passo decisivo

Padre Nicholas Gruner é um padre católico de origem canadense que foi ordenado na Itália em 1976. Quando ele voltou para o Canadá com a permissão de seu bispo, ele foi nomeado Diretor Executivo do Comitê Nacional para a Virgem Peregrina Nacional do Canadá (NPV) em 1978. Mal sabia ele que ele estava se pondo o pé em um caminho que o levaria em conflito com algumas das mais altas autoridades do Vaticano.
 

Uma Década de Crescimento

Durante a próxima década, Fr. Gruner construiu a organização NPV de um mero punhado de seguidores para o maior apostolado no mundo dedicado a promover a Mensagem de Fátima. No processo, Fr. O trabalho de Gruner chamou a atenção de certos funcionários do Vaticano que consideravam a Mensagem de Fátima como “politicamente incorreto”. Pedido de Nossa Senhora para a consagração da Rússia ao Seu Imaculado Coração em conflito com o seu “Ostpolitik”, que exigia amordaçar a crítica do comunismo russo por razões “diplomáticas”. Descontentes, os funcionários começaram a plantar sementes que estavam a crescer em um processo crescente de assédio.
 

Uma carta perturbadora

Estas sementes começaram a dar frutos em 1989, quando Fr. Gruner recebeu uma carta surpreendente e perturbadora do novo Bispo de Avellino, Gerardo Pierro. Bispo Pierro foi o sucessor de Dom Pasquale Venezia, que havia ordenado Padre Gruner em 1976, e de quem ele havia escrito permissão para trabalhar fora da diocese italiana. Agora, o Bispo Pierro ameaçou revogar essa permissão. Dizendo que ele estava respondendo a preocupações expressas pelo Secretário de Estado do Vaticano, o Bispo Pierro escreveu para ambos Fr. Gruner e Bishop Thomas Fulton de St. Catharines, Ontario – a diocese onde o Padre Gruner reside. Isso levou uma oferta de incardinação pelo Bispo Fulton, mas só se o P. Gruner abandonasse o seu apostolado de Fátima, uma condição claramente inaceitável. (OBS: Lhe ofereceram torná-lo Cardeal em troca de ele largar a divulgação de Fátima e a sua batalha pela consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria)

Intenção Vaticano: ficar em silêncio, ou então…

Obviamente, essa proposição não se originou com ou Bispo Pierro ou Bispo Fulton; ele veio do gabinete do Secretário de Estado, e que pôs a nu as verdadeiras intenções do Vaticano. O objetivo não era simplesmente para organizar a incardinação do Gruner numa diocese canadiana, o que poderia ser feito facilmente, sem quaisquer outros termos ou condições associadas. Nem era o objetivo de retornar Fr. Gruner a Avellino para servir a algum propósito útil lá. No contexto da oferta, retornando a Avellino não foi apresentada como uma alternativa útil de todo; em vez disso, era uma punição potencial por não cumprir com o verdadeiro objetivo, que era abandonar o apostolado de Fátima. Que, inequivocamente, foi o decreto final: ficar em silêncio sobre Fátima, ou outra coisa.

Uma intervenção ilícita

Pouco tempo depois, o P. Gruner recebeu outra carta (aparentemente escrito um mês antes), do cardeal Angelo Innocenti, Prefeito da Congregação para o Clero, no Vaticano. A carta ameaçava Fr. Gruner com uma possível suspensão, a menos que ele foi ou incardinado no Canadá ou retornou ao Avellino imediatamente. Fr. Gruner respondeu com uma carta destacando que o cardeal não tinha o direito de intervir, desta forma, uma vez que o Bispo de Avellino tinha emitido nenhuma dessas ordens de seu próprio país. Em mais um passo, Fr. Gruner também apelou ao Papa contra o abuso do cardeal de autoridade. Cardeal Innocenti nunca mais respondeu ou escreveu ao Pe Gruner novamente.

Uma Alegação Ilícita

Poucos meses depois, monsenhor Allan McCormack, então chanceler da Arquidiocese de Toronto, enviou um aviso a todos os sacerdotes de Toronto chamando Fr. O status de Gruner como sacerdote “irregular”, e apoio desanimador do seu apostolado. Como o chanceler de Toronto esperava, isso levou a relatórios em alguns jornais católicos que implica que Fr. Gruner era um “vago”, ou renegado padre. Depois de ter sido frustrado repetidamente em suas tentativas para se encontrar com Mons. Superior, Arcebispo de Toronto de McCormack (hoje Cardeal) Aloysius Ambrosic, Fr. Gruner tomou a única ação que lhe restava, e entrou com um processo por difamação civil, em Toronto, que ainda está pendente.

Um Ataque Burocrático

Depois de fracassar nesta tentativa de silenciar o Padre Gruner, o Vaticano esperou até 1992 para fazer sua próxima jogada. A ocasião foi uma conferência de bispos em Fátima organizado por Fr. Publicação trimestral da Gruner, The Fatima Crusader. Autoridades do Vaticano publicou declarações falsas e enganosas em L’Osservatore Romano , alegando que a conferência não foi autorizado, mesmo que a autorização não é necessário nem dado para tais eventos. Cerca de 35 dos mais de 100 bispos que haviam aceitado convites (e que tinham aceite as suas tarifas para Fátima a serem pagos pela The Fatima Crusader ), foram desencorajados por estas declarações, e não compareceu.

Um ataque físico

Enquanto Pe Gruner estava em Fátima, um incidente extraordinário ocorreu. Ele foi agredido fisicamente por dois homens, um dos quais mais tarde admitiu que ele estava agindo sob as ordens de monsenhor Luciano Guerra, Reitor do Santuário de Fátima. Mons. Guerra, que continua como Reitor de Fátima, afirmou que o ataque foi organizado por Fr. Gruner como um “golpe publicitário”.
 

Uma Incardinação Bloqueado

Menos de um ano depois, no verão de 1993, Fr. Gruner obtido uma oferta de incardinação do Bispo Gilbert Rego da diocese de Simla e Chandigarh, Índia, com quem se encontrou na conferência Fátima. Assim, o P. Gruner escreveu ao Bispo Antonio Forte, que sucedeu o Bispo Pierro em Avellino, solicitando excardination de sua diocese, normalmente, uma simples formalidade. Levou mais de três meses para Bispo Forte para responder a este pedido, e quando o fez, sua carta informou que ele se recusou a dar o excardination. Como sua razão para esta decisão extraordinária, ele citou uma ordem direta do Arcebispo Crescenzio Sepe, que era então o de facto chefe da Congregação para o Clero. As instruções do arcebispo para Bispo Forte de reter excardination eram inteiramente fora de sua jurisdição, e não tinha validade jurídica. No entanto, o Bispo Forte obedeceu, e se recusou a agir.
 

A visita cordial – e um rude choque

No início de 1994, Fr. Gruner foi para Avellino, e se reuniu com o Bispo Forte na tentativa de resolver a questão. O bispo confirmou que Fr. Gruner continuou a ser um padre de boa reputação, e dirigiu-lhe para voltar para o Canadá, onde ele iria ser dito o que fazer por meio de uma carta. Quando a carta prometida chegou três semanas mais tarde, ele entregou um choque profundo. Alegou Fr. Gruner estava no Canadá sem permissão e que continha uma ordem direta do Bispo Forte de abandonar o apostolado de Fátima e retornar imediatamente para Avellino, ou enfrentar a suspensão das faculdades sacerdotais.
 

Canon Lei desrespeitada, abusos Ordenada

A ameaça de suspensão surpreendeu Fr. Gruner, como era flagrantemente contrária ao Direito Canônico. Para tal pena de entrar em jogo, um crime deve ter sido cometido. Este tinha não aconteceu, mas aqui era uma ameaça para impor a pena de forma arbitrária, sem qualquer justificação em Direito Canônico. Ainda mais surpreendente, as ordens para fazer isso foram orquestrados pela Congregação para o Clero, que é suposto para salvaguardar os direitos dos sacerdotes. Em vez disso, eles estavam fazendo o oposto, literalmente encomendar um abuso de poder. Fr. Gruner respondeu com uma defesa detalhada de sua posição, e quando decorrido 30 dias sem uma resposta do Bispo Forte, ele entrou com uma apelação formal contra a ordem, conforme exigido pelo Direito Canônico. O recurso suspendeu o efeito da ordem do bispo, permitindo Fr. Gruner para continuar o trabalho de seu apostolado.
 

Interferência Continua

Interferência do Vaticano com que o trabalho também continuou. Quando uma nova conferência de bispos Fátima foi organizada para o Outono de 1994, no México, rapidamente veio sob o ataque do Secretário de Estado do Vaticano, através da rede de Núncios e outros emissários do Vaticano nas capitais de todo o mundo. Eles enviaram cartas a todos os bispos católicos, e também obstruíram vistos mexicanos para muitos, o comparecimento substancialmente desanimador, mas sua interferência irritou alguns dos bispos que não estavam intimidados.
 

Necessidade de julgamento imparcial “não previstos”

Também em 1994, Fr. Gruner sentiu o primeiro gostinho de “justiça” administrado por seus oponentes do Vaticano. Cardeal José Sanchez e o Arcebispo Crescenzio Sepe, então Prefeito e Secretário, respectivamente, da Congregação para o Clero, proferida uma decisão contra o P. O apelo de Gruner de ordem do Bispo Forte. Ambos os prelados tinha sido diretamente envolvido em escrever cartas aos bispos ilícitas e de emissão por trás das cenas instruções para frustrar Fr. As tentativas de Gruner obter incardinação com um novo bispo. Quando Fr. Gruner opôs-se a impropriedade óbvio destes homens sentados em julgamento sobre suas próprias ações, ele foi surpreendido ao ser oficialmente informado de que o direito a julgamento imparcial “não estava prevista na legislação” em processos administrativos na Igreja!
 

Justiça negada

O caso, em seguida, transferiu-se para o supremo tribunal do Vaticano, da Signatura Apostólica. Para sua defesa, Fr. Gruner foi obrigado a reter um dos apenas 16 canonistas credenciados a comparecer perante a Signatura. Os serviços do advogado ele se envolveu em 1994, Carlo Tricerri, mostrou-se extremamente deficiente. Mr. Tricerri não analisou todos os documentos referentes ao processo, e entrou com uma resposta seriamente erradas e incompletas à Signatura sem Fr. A aprovação de Gruner. Então, quando a Signatura emitiu um acórdão que permite apenas 10 dias para recurso, o Sr. Tricerri simplesmente arquivados fora, sem mesmo notificar Fr. Gruner de sua existência. Outras 17 meses se passaram antes Fr. Gruner finalmente viu uma cópia deste documento, altura em que o seu direito de recurso foi negado.
 

De mal a pior

Serviços jurídicos inadequados foram apenas parte do problema na obtenção de justiça a nível da Assinatura. Aqui, novamente, o principal membro do painel do juiz, o Cardeal Gilberto Agustoni tinha sido envolvido ativamente na campanha contra o P. Gruner e seu apostolado de Fátima. Ele não se recusou do caso, e, portanto, o Cardeal nomeou Agustoni como prefeito da Signatura quando proferiu a sua decisão contra o P. Gruner em 15 de maio de 1995, que governa Fr. Gruner só recebeu muitos meses mais tarde.
 

Uma carta ao Papa

Em meados de 1995, Fr. Gruner publicou uma carta aberta ao Papa em Il Messaggero , um dos principais jornais de Roma. Assinado por dois bispos e milhares de sacerdotes e leigos, que protestaram contra o abuso de poder por burocratas anti-Fátima, no Vaticano, e pediu ao Santo Padre para intervir. O Papa não tomou nenhuma ação direta, mas Cardinal Agustoni mais tarde deu o passo sem precedentes de recusar-se de uma maior participação em P. O caso de Gruner.

 

Incardinação at Last

Para o fim de 1995, um decreto oficial de incardinação foi recebido pelo P. Gruner do Arcebispo Saminini Arulappa de Hyderabad, na Índia. Ele necessário nenhum documento adicional de excardination do atual Bispo de Avellino, uma vez que uma carta do bispo anterior, em 1989, já tinha dado parecer favorável ao P. Incardinação do Gruner em outros lugares. Sob Direito Canônico, Pe Gruner foi agora incardinado em Hyderabad, não Avellino, e ele teve permissão de seu novo bispo expressa para continuar seu apostolado de Fátima como antes, com sede em Fort Erie, Ontario.
 

Outra Conferência Desafiada

A terceira Conferência de Paz de Fátima Crusader foi organizada em Roma no final de 1996, e mais uma vez, vários funcionários do Vaticano fez tudo ao seu alcance para desencorajar a participação. Uma carta a todos os bispos da Congregação para o Clero descrito Fr. Atividades de Gruner como “nocivo” (sem dizer como), e chamou o seu defesa de seu apostolado de Fátima “uma situação lamentável” (sem dizer porquê). Pouco antes da conferência, outra carta a todos os bispos católicos foi emitido pela Congregação para os Bispos, pedindo-lhes para não participar de um evento “absolutamente não autorizado”, que não requerem “autorização” em primeiro lugar. O acordo foi assinado pelo cardeal Bernard Gantin que estava no painel de juízes Signatura considerando Fr. O caso de Gruner. No entanto, mais de 200 bispos, sacerdotes e leigos participaram. Durante a conferência, a denúncia canônica de Gruner contra dois funcionários do Vaticano foi colocada diretamente nas mãos do Papa em um evento público.
 

Direito à Escolha Counsel Prejudicada

Em 1997, o Pe Gruner descobriu ainda uma outra maneira seus oponentes do Vaticano estavam agindo de forma ilícita contra ele. Enquanto lutava para encontrar um novo advogado para o representar junto da Signatura, ele descobriu o motivo da relutância daqueles que ele se aproximou: Eles estavam sendo aconselhado em particular para não levar o caso pelo arcebispo Zenon Grochelewski, que tinha sido nomeado para substituir o agora recusado Cardeal Agustoni no tribunal! Um dos advogados relutantes, Francesco Ligi, relatou uma admissão reveladora feita pelo arcebispo Grochelewski. Mr. Ligi, um advogado respeitado no Supremo Tribunal de Itália, bem como na Signatura, disse o Arcebispo aconselhou-o a retirar-se porque “este caso não é sobre a incardinação do Padre Gruner, é sobre o que o Padre Gruner diz.” Esta observação ascendeu a admitir que a questão incardinação estava simplesmente sendo usado para dar a aparência de legitimidade a uma ação destinada a alcançar um outro – e bastante ilegítimo – objetivo: silenciar Fr. Gruner.
 

Outro advogado negligente

Quando Fr. Gruner finalmente foi capaz de envolver outro advogado Signatura-aprovado, Sandro Gherro, seus serviços provou ser tão ineficaz quanto a anterior. Quando o Sr. Gherro recebeu um documento da Signatura estabelecendo um suposto (e substancialmente errada) resumo dos fatos e dando 10 dias para responder, ele simplesmente arquivou-o afastado, e permitiu que o tempo previsto para decorrer. A Signatura então adotou oficialmente a sua própria versão dos acontecimentos como “fatos”, e emitiu uma segunda decisão contra o P. Gruner em 20 de janeiro de 1998.
 

Outra Carta Aberta

Na primavera de 1998, Fr. Gruner publicou uma segunda carta aberta ao Papa no cotidiano Roma Il Messaggero . Novamente pedindo alívio de assédio burocrático do seu apostolado, que foi assinado por 27 arcebispos e bispos, 1.900 sacerdotes e religiosos e mais de 15.000 leigos. Mais uma vez, as manobras secretas e ilícitas de Fr. Os oponentes da Gruner foram expostos à luz do dia.
 

Outro golpe

No outono de 1998, a Signatura entregue um novo golpe na forma de um documento produzido por um oficial do Vaticano conhecido como o “Promotor de Justiça”. Era para ser um resumo dos fatos do caso e as posições canônicos das partes, para auxiliar o tribunal em suas deliberações. Na verdade, ele era um catálogo flagrantemente prejudicial de denúncias infundadas de Fr. Gruner, muitos deles citou cartas que ele nunca tinha visto. Antes de permitir que ele visse este último documento, o Vaticano tentou obter Fr. Gruner para prestar o juramento de guardar segredo, que ele se recusou a fazer. O resultado foi que o P. Gruner nem sequer foi autorizado a ter uma cópia do documento. Seu advogado foi forçado a viajar 6.000 milhas para o Canadá para exibir o documento, sob ordens de não deixar Fr. Gruner manter uma cópia!
 

Direitos Fundamentais negados

Fr. Gruner respondeu a documento do Promotor com uma refutação detalhada de seus erros factuais e alegações infundadas. Ele também solicitou formalmente cópias de 20 cartas citadas pela Promotora, em conformidade com o seu direito fundamental como o réu no caso. Cópias das cartas nunca foram fornecidos, ea Signatura nunca mencionou documento do Promotor novamente.
 

Outra Portaria, a pressão mais Ilícita

Em meados de 1999, Fr, Gruner enviou o Bispo de Avellino um novo documento afirmando que ele agora está incardinado na diocese de Hyderabad. A Signatura Apostólica teve a mesma informação, mas simplesmente o ignorou quando se pronuncia contra o P. Gruner em setembro de 1999. Na apresentação de sua contestação a esta decisão, Fr. Gruner descobriu que o terceiro canonista ele havia contratado para defendê-lo agora estava sendo pressionados a deixar o seu caso.
 

Mais Bispos Desanimado

Outra Conferência de Paz de Fátima, desta vez em Hamilton, Ontário, em Outubro de 1999, foi submetida ao mesmo assédio de funcionários do Vaticano como conferências anteriores. Mais de 300 pessoas compareceram, mas a maioria deles eram leigos.

Outra queixa Canonical

Em novembro de 1999, Fr. Gruner enviou uma nova denúncia canônica ao Papa, nomeando cardeais Agustoni, Innocenti e Sanchez, bem como Arcebispos Sepe e Grochelewski, e Bispo Forte. Como a queixa anterior, este foi considerado aceite oficialmente a seguinte maio, quando o Papa não fez nenhuma resposta a ela dentro do prazo estipulado pelo Direito Canônico.

A ameaça final

Com assuntos aparentemente parado na Signatura Apostólica, Fr. Gruner foi subitamente atacado por uma nova direção. A carta foi entregue em mão no início de Junho de 2000, do Cardeal Castrillón Hoyos, Prefeito da Congregação para o Clero. Com espantoso desrespeito à Lei Canônica, a carta repetidas falsas acusações já refutadas em documentos arquivados junto à Signatura, e ameaçou Fr. Gruner com a excomunhão! Fr. Gruner respondeu, mais uma vez negar as acusações, e desafiando a moral da ameaça de excomunhão.

O Cardeal Carries On

Um mês depois, o Cardeal Hoyos instruiu vários Núncios ao redor do mundo a circular mentiras, incluindo uma acusação de falsificação, contra o P. Gruner. Quando questionado sobre isso, o Cardeal alterado suas falsas acusações de acusações menores, igualmente falsos, mas não fez nenhuma retratação ou pedido de desculpas. Nem ele retirar sua ameaça ilícita de excomunhão. Em dezembro de 2000, Fr. Gruner apresentou uma nova denúncia canônica ao Papa sobre o Cardeal Hoyos, solicitando o seu afastamento do cargo.

“A mais alta autoridade” Fala

Coisas permaneceu dormente no Signatura durante a maior parte de 2001, enquanto o Papa não tomou nenhuma ação em resposta ao P. Queixas formais de Gruner, apesar das exigências do Direito Canônico pela qual João Paulo II se tinha obrigado a ouvir tais assuntos. Finalmente, no dia após os ataques terroristas de 11 de Setembro, uma nova declaração foi emitida pelo escritório de imprensa do Vaticano. Citando “um mandato de uma autoridade superior”, disse Fr. Gruner foi suspenso, e ninguém deve assistir sua próxima conferência em Roma no início de outubro. Nenhuma razão foi dada para a alegada suspensão. Fr. Gruner tornou-se assim o único padre na memória viva de ter sua suspensão anunciada ao mundo por uma autoridade superior sem nome por um delito não especificado. Fr. Gruner prontamente negou a validade da suspensão, uma vez que não tem nenhuma base em Direito Canônico.

De repente Indisponível o prédio

Algumas semanas mais tarde, a Universidade Católica do Sagrado Coração em Roma saiu do seu contrato para fornecer instalações para Fr. Conferência de outubro de Gruner, alegando uma súbita necessidade de realizar uma “inspeção estrutural” do edifício. O agente da Universidade admitiu mais tarde que havia recebido “uma chamada telefónica eclesiástica” do Vaticano.

Não o que ele faz, mas o que ele diz

Significativamente, os esforços do Vaticano para silenciar o Padre Gruner nunca tomou a forma de desafiar o que ele diz, a verdade de que não pode contestar a sério. Em vez disso, eles têm procurado para desacreditá-lo pessoalmente, primeiro pela circulação de acusações infundadas sobre seu status como um sacerdote, e mais tarde por uma campanha destinada a escalada inequivocamente na forçando-o a abandonar seu apostolado de Fátima. No decurso desta campanha, funcionários da Secretaria de Estado do Vaticano, a Congregação para o Clero e da Assinatura Apostólica têm participado várias vezes em violações das regras próprias da Igreja que protegem o direito dos sacerdotes ao devido processo sob Direito Canônico.


Padre Nicholas Gruner

Um vídeo que resume tudo acima


segunda-feira, 18 de maio de 2015

As aparições de Maria e o retorno de Jesus


René Laurentin, um grande teólogo, respeitado na igreja toda, especialmente na Europa, tem feito estudos sobre as aparições de Nossa Senhora nos últimos tempos. Ele nos fala daquilo que ele chamou "o ciclo de Maria". Em Lourdes, na França, Nossa Senhora aparecia sempre pela manhã: era o começo desse ciclo! E acrescenta: é Maria que aparece como aurora que já está trazendo o Sol da Justiça: Cristo, o Senhor que vem!

"Quem é esta que avança como aurora!
Formosa como a lua, brilhante como o sol,
temível como um Exército em ordem de Batalha!?
Esta é Maria, a Mãe de Jesus e nossa Mãe."

A aurora sempre precede o sol. Ela é resultado do sol que está chegando. Jesus é o sol que surge. Maria é a aurora que o precede e lhe prepara o caminho. Assim como ela trouxe Jesus na sua primeira vinda, ela o está trazendo na segunda vinda! Explica René Laurentin: Lourdes é o começo do ciclo de Maria! Lá ela aparecia sempre de manhã cedo! O grande anúncio das aparições de Lourdes foi a necessidade urgente da conversão. Isso foi nos anos de 1800. Ela anunciava, pedida e suplicava a conversão: a mudança de vida! Ela se apresentou como Imaculada Conceição: "Eu sou a  Imaculada Conceição!". Não somente fui concebida sem o pecado original, mas "Eu sou a Imaculada Conceição!"
As aparições de Fátima, em Portugal, são muito próximas a nós! Aí, Nossa Senhora falou na nossa língua aos 3 pastorinhos: Lúcia, Francisco e Jacinta. Falou-lhes em português!

E salienta bem René Laurentin: em Fátima, Nossa Senhora apareceu sempre ao meio-dia. Do dia 13 de maio a té o 13 de outubro, ela apareceu sempre ao meio-dia. O grande milagre do sol aconteceu ao meio-dia do dia 13 de outubro. Choveu desde a madrugada! As pessoas foram para o local, na cova da Iria,. debaixo de chuva. Chovia torrencialmente e estavam todos ensopados! Naquele tempo 1917, não havia ônibus, nem trens como hoje. E para chegar a Fátima era muito difícil. Os escritos daquele tempo nos conta que havia 80.000 pessoas em Fátima, naquele dia.
Ao meio-dia, Nossa Senhora apareceu. Num determinado momento do seu diálogo com os 3 pastorinhos, Ela se volta para Lúcia e lhe diz que mostre o sol para o povo.
Mas, não havia sol naquele momento: estava chovendo, estava totalmente nublado. Na hora que Lúcia se vira para o povo e diz "olhem para o sol!", o céu se abriu completamente, e o sol apareceu brilhante! Em seguida o sol começou a girar sobre si mesmo ...   As pessoas tinham impressão de que ele iria cair sobre elas! Naquele mesmo instante, em questão de minutos, as pessoas, as árvores, a terra, tudo ficou completamente seco, isto tudo ao meio-dia.
Ali, na metade do "ciclo de Maria", a insitência de Nossa Senhora foi novamente a conversão: a oração e a penitênica para a conversão.

Saliente René Laurentin: hoje ocorre um fenômeno intrigante e que questiona a muitos: Nossa Senhora aparece em Medjugorje, desde o dia 24 de junho de 1981, todos os dias! Onde quer que osw videntes estejam Nossa Senhora lhes aparece.
Aparece todos os dias, no mesmo horário, e isso em todo esse tempo. É isso que intriga e questiona. A que horas? Desde o começo até as 17:40 h! Explica René Laurentin: no relógio de Deus só faltam 20 minutos.
Por isso novamente, e agora mais do nunca, Nossa Senhora vem nos falar todos os dias insistindo conosco na necessidade urgente de uma conversão radical: porque no relógio de Deus só faltam 20 minutos para findar o dia.
Preste atenção: em Medjugorje ela vem nos falar todos os dias sem falhar nunca. É a insistência da Mãe. É Maria que sabe da urgência dos tempos e nos chama a conversão. Uma conversão verdadeira, conversão radical.
Nossa Senhora tem nos falado: "por fim o meu coração imaculado triunfará". Ela falou isso em Fátima! Nós os ouvimos na nossa própria língua. E isso vai acontecer!  O coração imaculado de Maria vai triunfar porque Jesus, o seu Filho, muito em breve, virá com a glória e poder para fazer novas todas as coisas!
Era isso que eu precisava explicar a você. René Laurentin, como teólogo, vem nos abrir os olhos. A hora que vivemos é séria. Muita séria! Não é a toa que Medjugorje tornou-se "cidade oração" modelo para o mundo. Porque o dia do Senhor está próximo.
Com insistência de Mãe, Nossa Senhora nos aponta para aquilo que Jesus realizou no começo da sua missão: "convertei-vos, pois  o Reino dos Céus está próximo".
É por isso que Deus quer que usemos os dons do espírito: porque o dia do Senhor está próximo!



sábado, 16 de maio de 2015

Mulher consagrada é o rosto de Maria e da Igreja

 
Cidade do Vaticano (RV) – O Papa recebeu em audiência no final da manhã deste sábado, (16/5), na Sala Paulo VI, no Vaticano numerosos religiosos e religiosas da Diocese de Roma, no âmbito do Ano dedicado à Vida Consagrada. Francisco exaltou a presença feminina na Igreja ao afirmar que "a mulher consagrada é o rosto de Maria e da Mãe Igreja". A reportagem é de Manuel Tavares.

O Encontro com o Papa foi dividido em duas partes: na primeira, os presentes fizeram uma verdadeira festa, com orações e cantos, que refletem a realidade vivaz da vida consagrada na Cidade Eterna, como também momentos de reflexão sobre a “missão dos consagrados na Igreja”, mediante exibições de grupos, provenientes de diversas partes do mundo.
Encontro com o Papa
A segunda parte foi caracterizada pela presença do Bispo de Roma. Após a saudação do Cardeal Agostino Vallini, Vigário do Papa para a Diocese de Roma, o Santo Padre ouviu depoimentos de alguns participantes, que apresentaram suas experiências pessoais e lhe fizeram perguntas sobre seu estado de vida consagrada.

Testemunho

Uma monja agostiniana, Irmã Fulvia, que representava um dos 28 Mosteiros de clausura da Capital italiana, disse ao Papa que “os mosteiros vivem um delicado equilíbrio entre “escondimento e visibilidade”, clausura e vida diocesana, silêncio, oração e palavra anunciada. E perguntou: “Como um mosteiro pode ser enriquecido por outras formas de vida consagrada, mantendo sua identidade própria?
O Papa lhe respondeu colocando em realce a vida de silêncio e de oração em relação à vida apostólica: uma pessoa consagrada deve fazer tudo com o sorriso nos lábios, acolhendo o irmão que bate à porta das nossas comunidades. “Quem acolhe um deste meus irmãos mais pequeninos, a mim acolhe”! A vida consagrada é uma doação pessoal a Deus e aos irmãos. Cristo é o nosso Esposo e o servimos mediante o nosso carisma religioso”.

Sacerdote da periferia de Roma

Um capelão do Instituto de Menores, de um bairro da periferia de Roma, em Casal del Marmo, que o Santo Padre teve a ocasião de visitar, perguntou a Francisco: “Como os sacerdotes, as religiosas, os movimentos eclesiais podem caminhar juntos em uma realidade diocesana?”
Francisco respondeu que não se pode viver uma vida consagrada sem uma dimensão alegre e festiva. Não se deve ser rígidos, com disciplina severa, que também é importante, mas em um coração jamais deve faltar a alegria de servir ao Senhor. Até a própria liturgia eucarística tem sua dimensão de júbilo, em memória da ressurreição do Senhor.
Por outro lado, o Papa recordou que na pastoral “não deve haver concorrência entre paróquias, entre Congregações. Na diocese deve reinar a harmonia e o diálogo, que somente o Pastor local pode proporcionar”.
 

Padre Caetano, Capuchino, 68 anos

Após apresentar sua experiência pessoal e religiosa, o sacerdote perguntou a Francisco: “Como valorizar a presença feminina, sobretudo de uma consagrada, na Igreja?” e o Papa respondeu:
“A vida consagrada é um dom, um dom de Deus. Vocês falam de profecia. De fato, ela é um dom de profecia. É Deus que está presente. Deus quer estar presente com um dom, um dom gratuito”
Formação
A vocação, frisou o Pontífice, é um dom gratuito, mas nem sempre este dom é apreciado e valorizado na sua identidade e na sua especificidade. Toda pessoa consagrada deve ser acompanhada na sua formação por um diretor espiritual. Mas, a direção espiritual não deve ser feita apenas por sacerdotes. Este carisma pode ser exercido também por leigos, naturalmente formados, ponderados, equilibrados.
Presença feminina na Igreja
Após fazer esta introdução, o Santo Padre entrou no cerne da questão, respondendo ao sacerdote capuchinho, dizendo: “É verdade, a vida consagrada é representada por 80% da presença feminina na Igreja. A mulher consagrada é o rosto de Maria e da Mãe Igreja. Ela oferece um acompanhamento terno e materno sobretudo aos enfermos e mais necessitados da nossa sociedade. O papel da mulher na Igreja representa a profunda expressão do gênio feminino!" 
 

 
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